O impacto na vida cotidiana

Conforme a tecnologia avança, a imersão nos videogames se torna um objetivo cada vez mais cobiçado. A realidade virtual, por exemplo, apesar de não ter surgido originalmente para este princípio, já é um recurso suportado por alguns consoles e celulares. Os ambientes virtuais podem ser reproduzido de forma fidedigna, uma vez que o objetivo quando aplicado aos jogos é projetar um algo capaz de simular a realidade e contribuir para a imersão absoluta do jogador através de imagens e sensações simuladas de movimento, capazes até mesmo de enganar os sentidos ao introduzir efeitos visuais e sonoros. A experiência possibilita o intercâmbio entre realidades e otimiza muito a sensação de estar dentro de um jogo. Títulos de terror como Until Dawn: Rush of Blood (2016) são feitos para extrair a sensação genuína de medo que o jogador sente quando esquece que aquilo não é real.  Seja você um soldado em uma missão, um cavaleiro medieval ou um sujeito simples aterrorizado por alguma entidade demoníaca, a proposta da realidade virtual  nos games é a mesma: transportar o jogador para dentro da narrativa, o que torna a jogatina ainda mais imersiva e especial para algo que já é, naturalmente, catártico.

Realidade virtual. Link com gameplay do canal BRKsEdu jogando Until Dawn: Rush of Blood (2016) clicando na imagem

A tecnologia presente nos videogames vai muito além de seu nicho do entretenimento. Muito popularizada pelo uso em games, a funcionalidade da realidade virtual é, por exemplo, algo presente em diferentes setores, como treinamento militar de soldados norte americanos, simuladores de voo para pilotos iniciantes, e até mesmo  utilizada como recurso para a organização de exposições de museus ou galerias de arte. A pesquisa científica também aproveita a funcionalidade do recurso, principalmente no que é relativo a simuladores e construções. Recentemente, após o incêndio da Catedral de Notre Damme, a desenvolvedora Ubisoft cedeu os modelos que utilizou para a recriação do ponto turístico em seu jogo Assassin’s Creed: Unity (2015) para que pudesse ser feita, através dele, a reconstrução da estrutura comprometida pelo fogo. O jogo se passa no período da Revolução Francesa e tem como uma das principais caraterísticas, a reimaginação de eventos, personagens, e marcos históricos.

Estes são apenas alguns meros exemplos do quanto a tecnologia dos videogames pode não apenas ajudar a contar grandes histórias, mas auxiliar os indivíduos quanto à aspectos inimagináveis das suas vidas.

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