A origem exata dos videogames é algo discutidos sob duas perspectivas diferentes: alguns a atribuem ao surgimento dos arcades e outros, aos experimentos com os primeiros computadores, provenientes das décadas de 1940 e 1950. Se considerada a segunda opção, após a Segunda Guerra Mundial, diante do contexto da Guerra Fria e a corrida pela melhor tecnologia, surgiu o que seria considerado primeiro jogo da eletrônico história e que, futuramente, daria margem para que os próximos fossem desenvolvidos. No laboratório militar de Brookheaven, William Higinbotham usou um osciloscópio para simular um jogo de tênis que mais tarde ficou conhecido como Tennis for Two (1958).

Já o primeiro console, nome dado para designar aparelhos projetados para reproduzir jogos eletrônicos, como os atuais Playstation e Xbox, surgiu em 1972, fruto de um longo processo de pesquisa iniciado pelo alemão Ralph Baer. O videogame fazia parte de um projeto que envolvia o treinamento de raciocínio lógico-matemático de soldados militares. O Odyssey, como era chamado o projeto, funcionava acoplado a uma televisão. Os militares, no entanto, o rejeitaram. Baer, então, levou a máquina à empresa Magnavox, que o subsidiou e o transformou em um produto voltado para as massas. O Odyssey era limitado: não tinha som, placar e funcionava a base de controles analógicos.

Outro nome envolvido contemporâneo a Baer era o do engenheiro americano Nolan Bushnell, fundador de uma das empresas mais importantes da história de jogos eletrônicos, a Atari. Nolan, junto a sua equipe, criaram o Pong, jogo que contava com duas raquetes em extremidades opostas e o objetivo dos jogadores era o de rebater uma bolinha, que variava em direção e velocidade conforme a força aplicada. O Pong foi considerado o primeiro sucesso comercial na história de vendas de jogos eletrônicos.
As décadas de 1970 e 1980 ficaram conhecidas como “A Era de Ouro dos Videogames”, com a criação, desenvolvimento, reprodução e a venda em todo o mundo dos arcades, considerados até hoje os responsáveis pela disseminação dos jogos eletrônicos por todo o mundo. Diversos jogos dessa época ainda são considerados clássicos, como Space Invaders (1978), Pac Man (1980) e afins. No Brasil, os arcades ficaram conhecidos como fliperamas e eram basicamente videogames que contavam com seus próprios meios para a exibição – ou seja, a tela – e tinham como finalidade, o entretenimento público. O funcionamento dessas máquinas era feito através da inserção de moedas e durava até o jogador finalizar o jogo ou perder todas as vidas disponíveis.


Nos anos 90, houve um período de grande competitividade entre as empresas, o que proporcionou maior número de ofertas para a população. Os fliperamas passaram a receber demos – amostras incompletas dos jogos que funcionam como demonstração – dos jogos que seriam, posteriormente, lançados para os consoles. Por não possuírem o poder e tecnologia da plataforma concorrente, as empresas pararam de investir nos fliperamas e voltaram seus olhos para os consoles, em um processo que diminuiu consideravelmente a incidência dos arcades, tornando-os obsoletos e restritos a espaços como shopping centers. Os consoles, por outro lado, tiveram cada vez mais investimento e alcançaram o status de produto revolucionário com o lançamento do Playstation 2, da Sony, em 2002.










